18 de agosto de 2011

Monja Coen - Também foi motociclista

Por Renata Leão

Uma das primeiras mulheres a comprar uma motocicleta no Brasil e a única a comandar um templo budista no país, Cláudia Baptista de Souza, a Monja Coen, diz que acelerar duas rodas com maestria é o mesmo que meditar.

Antes de se tornar monja, Cláudia foi jornalista, aprendeu andar de moto numa Ducati quando tinha 19 anos e curtiu a vida em diversas motocicletas. Foi uma das primeiras mulheres a comprar uma motocicleta quando chegaram no Brasil.Quando estava trabalhando como jornalista ela comprou uma de maior cilindrada,  pois ia fazer as matérias de moto.
Num belo dia resolveu ir para o Rio de Janeiro de motocicleta, sozinha... Usando um casaco de pele de carneiro, com um cordão de karatê envolta da cintura, pegou a estrada; no meio do caminho dormiu numa pousada de caminhoneiro. Chegou no Rio de Janeiro e ficou alguns dias na praia.
Renata perguntou: qual foi a sensação desta viagem?
"Um prazer, uma alegria. A moto tem muito isso, você tem de estar inteiro, com atenção permanente. Você e a moto têm de se tornar um corpo só, e não uma dualidade. Se você pensar que é você e a moto, você cai. Tem de pensar que é uma coisa só. E presta muita atenção porque você está em contato com o vento, sem proteção. Justamente por isso seu estado de alerta tem de ser maior."


"A moto é como a vida. É ela que lhe diz quando mudar a marcha. Você não escolhe."


Fonte: Revista IZZO

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